quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Voltando ao "Sun"





 
 
 
 
Posted by Picasa




A vida é feita de surpresas e, é isso que a faz mais significativa para cada um de nós. Há duas semanas, fui almoçar fora no restaurante do SIT e eis que reencontro uma amiga e assim, sou apresentado a Mazie Black. Mazie visualmente uma mulher muçulmana, de voz suave, e bastante simpatica. Sua maneira de falar e de se explicar me encantou muito e quis saber tudo e ouvir tudo o que ela queria dizer. Falamos de muitas coisas, principalmente da sua experiência como professora na Arabia Saudita. Fiquei encantado com a vida dela: se converteu ao Islamismo a cerca de 12 anos e fui morar na Arabia. La casou com um Africano do Sudao, e se tornou a sua segundo esposa.

Poucos dias depois, a re-encontrei no campus, e no meio de nossa conversa, ela me disse que iria a Connecticut dia 17 de Agosto, pois queria ver a sua filha jogar. Seria o primeiro jogo que Mazie iria assistir da filha como jogadora profissional da WNBA ( a liga norte americana de basquete). Tive um susto, pois sou fã da WNBA, e passamos a falar das jogadoras e tudo mais. Ela me disse que gostaria que eu fosse ao jogo com ela, e não pude recusar o tal convite. Na ultima terca-feira, retornei ao Mohegan Sun Arena em Connecticut e tive a chance de desfrutar de um tratamente VIP, pois estava ao lado de Mazie, e de duas amigas: Sarah Jones e Jessmaya Morales. Me diverti muito!

A filha de Mazie é Chante Black- pivo- central do time TULSA SHOCK. O time é o pior da liga com 28 derrotas e apenas 5 vitorias. Bem, como você sentiria em ter sua mãe com 3 amigos na arquibancada, assistindo um jogo onde o seu tive perdeu o jogo por 28 pontos de diferenca? Bem, nós, na arquibancada, nos divertimos muito,mas depois do jogo, me surpreendi com o comportamento de Chante Black. Acho (creio) que cada atleta tem que estar preparada para saber perder, competir, e aprender com as vitorias e as derrotas. Por Tulsa Shock ser o pior da liga, não significa ser o fim de uma luta. Me surpreendi quando ela disse que “não estava mais chutando.” Mazie estava super feliz por per assistido a filha jogar, mas Chante Black não achou uma boa ideia. Ela jogou apenas 15 minutos e fez apenas 2 pontos e pegou 5 rebotes. Disse não que via a hora de terminar a temporada e ir jogar em Israel. Ela estava de mau humor, e achei o “OH.” Fomos comer no restaurante de Michael Jordan ( MJ steak house), e apenas comi uma salada que custou 30 reais.

De um modo geral, o que valeu mesmo foi o jogo, e não quem saiu ganhando ou perdendo. Queria tanto sair de uma partindo assim, independente do placar, mas sou brasileiro e quando tem o Brasil na parada, o meu coração não aguenta. Me bate aquela dorzinha no estomago, e aquela quentura na cabeca. Por que eu sofro tanto com os atletas do Brasil? Me parece que eles gostam de me ver sofrer.


P.s.: Mesmo sendo o pior time da WNBA, o Tulsa tem grande jogadoras, e tem uma novata que chama a atencao: A ex-velocista Marion Jones. Aos 34 anos, ela re-comeca a vida no esporte, jogando basquete. Um bom exemplo para qualquer ser humano. Depois de tudo, temos que acreditar que nada estar perdido....e que tudo mundo merece uma segunda chance!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A Origen (2010)


Edgar Allan Poe uma vez disse: “Tudo o que vemos ou que parece que vemos é mais do que um sonho dentro de um sonho.” Talvez essa foi a idéia de Chris Nolan quando escreveu o seu mais recente filme. Mas, “Inception” é cerebral? Sim. É cerebral demais para o público em massa? Eu diria que não é o caso. “Inception”, nos coloca dentro de um filme de ação / de aventura, que o torno aberto para “todos”, apesar dos seus 148 minutos – um pouco longo demais para algo tão simplista. Aqueles dispostos a pensar no “quebra-cabeças”, não encontrarão tantas reviravoltas da narrativa como o filme parece sugerir inicialmente.

Estava de férias, e fui ao cinema por causa de DiCaprio, pois, não sou fã do Chris Nolan. “Memento” foi um grande filme, mas não assistiria outra vez. O remake do filme noruegues “ Insomnia” foi tedioso. Não achei “The Prestige” um bom filme, e “The Dark Knight” (é chato, e longo!), mas achei o “Batman Begins” interessante. “Inception” lida com um tema rico: os sonhos. E, creio eu que a relação entre o cinema e os sonhos sempre foi – para usar uma expressão da psicanálise – sobredeterminado. Freud que trabalhou com a ” Interpretação dos Sonhos”, parecia replicar o mistério, e o cinema trouxe a imagem de tomada do poder da mente, bem como ainda a fotografia tinha nas décadas anteriores. Mas “Inception” é uma obra prima? Diria que há muitas razões para se gostar do filme, mas há razões que leva ao cinema ao que chamaria de: tedio.

Por muitos momentos, “Inception” é uma obra confusa, mas isso pode ser um indicativo para pessoas irem ao cinema (roteiros que apresentam ambiguidade e enredos que percorrem por trilhas que exigem que o expectador pense e se envolva, sempre encontra fãs). “Borrando” as linhas entre realidade e fantasia, o roteirista / diretor Chris Nolan foi meticulosamente criativo. Faz o impossível, o impensável, o estupendo: ele prega uma versão espelho de Paris de volta sobre si mesmo; encena uma seqüência de luta em um quarto de hotel (gravidade zero); envia um trem de lavoura por meio de uma rua movimentada da cidade. Tudo o que você pode sonhar, Nolan faz em “Inception”. Faz dos pequenos sonhos em sonhos ainda maiores, e os maiores sonhos em sonhos gigantescos. Me pareceu que o principal objetivo de Nolan – pelo menos até o final do filme- não é enroscar com a percepção do espectador, mas proporcionar clareza suficiente para que nós sabemos onde estamos e o que estamos vendo.

file:///Users/rogeriodasilva/Desktop/JI69_inception.jpg
Mas a genialidade de Nolan confunde muitas vezes. O filme começa com Cobb (DiCaprio) numa praia e depois, ele é levado para um lugar – misteriosamente, há duas criancinhas loiras ao redor, embora não possamos ver seus rostos. Depois, alguns soldados japoneses arrastam DiCaprio. Ele se senta em uma mesa, em frente a um velho misterioso, e começa a comer mingau. No momento seguinte, aprendemos que o Cobb é um “extrator “- um artesão que pode entrar nos sonhos dos outros para extrair informações valiosas. Na verdade, ele tem a capacidade de inserir os sonhos dos outros, construindo os sonhos, com a ajuda de Arthur (Gordon-Levitt), e de um arquiteto, que no início do filme é interpretado, muito brevemente, por Lukas Haas). Depois, Cobb encontra um novo arquiteto: uma jovem estudante chamada Ariadne (Ellen Page, achei que foi mal escalada para o papel. Page parece muito infantil, além dos diálogos que saem da bola dela, soam superficiais!). Ariadne sente que Cobb tem um doloroso segredo enterrado no porão de seu subconsciente. (Mais tarde, Nolan vai nos mostrar um elevador real caindo para reforçar a metáfora.). O segredo de Cobb é relacionada as duas crianças loiras que continuamos a ver em seu subconsciente e sua esposa Mal (Marion Cotillard, linda, mas agraciada com um presente de grego dado por Nolan. Mal literalmente é um papel pequeno e mal desenlvolvido. Nolan recorre aos diálogos alheios para nos ajudar a entender o personagem: Cobb diz: “Eu espero que você não esteja muito chocada ao saber que ela (Mal) tinha sido tratada por três psicólogos diferentes.” Mal é uma projeção do subconsciente dele e esse aspecto me fez lembrar do marido atormentado e tão brilhantemente interpretado por DiCaprio no excelente “Shutter Island.”

Mantendo as coisas na maior parte linear, Nolan não permite a possibilidade do roteiro se transformar em algo obvio, embora seja fácil encontrar em “Inception” influências que incluem, obviamente, “Dark City” e “The Matrix.” Há também um sentimento de parentesco com o recente filme de Martin Scorsese, “Shutter Island”, não só porque esse filme é também estrelado por DiCaprio, mas porque ambas as produções brincam com a perspectiva de narrador e da intersecção de ilusão com realidade. Mas a segunda metade do filme é de uma seqüência de massa, cuidadosamente coreografada, e de suspense crescente que as circunstâncias perigosas se desdobram em três níveis de sonho.

Mas as cenas dos sonhos dentro dos sonhos são difíceis de seguir porque achei que não temos a idéia onde se inicia um e termina o outro. Sim, os efeitos especiais em “Inception” servem aos sonhos, mas para quê? Achei que os efeitos dão ênfase aos telespectadores como diversão visual assim como Peter Jackson usou os efeitos em “The lovely bones” e Vincent Ward ilustrou o belo “What dream may come.” Não que o enredo ficou em segundo plano nesses filmes, mas os efeitos foram tão grandiosos que roubaram a atenção do que foi proposto. “Inception” fica mais proximo desses filmes que mencionei do que filmes como TRÊS MULHERES de Altman, ou MULHOLLAND DRIVE de Lynch – para citar apenas dois como filmes que são mais lembrados como se fossem sonhos. Ah, 2001: Uma Odisséia no Espaço consegue isso também, mas de forma inesperada. Em “Inception”, o sonho é compartilhado pelos personagens, uns com os outros e com nós. Os fantasmas que eles oferecem estão lá para suspender a nossa incredulidade, mas também temos que manter o equilíbrio – a ser (na tradição de mistério e suspense), não tanto como sonhadores analistas.

Se falar do elenco, posso dizer que apesar de bom ator que é, DiCaprio, não passa a confiança com a mesma força do que ele fez no recente “Shutter Island” (em que ele também desempenhou um viúvo à mercê de visões escuras). Gordon-Levitt aparece como uma figura vistosa, mas o seu papel não exige tanto do talento do ator. Ellen Page foi um furo, e Cotillard foi uma invenção da minha imaginação, assim como o filme. Ken Watanabe é um maravilhoso ator, mas achei dificil de entender o personagem dele, Cillian Murphy, fantastico ator, mas numa papel pequeno, Michael Caine, apenas aparece em 4 cenas.

Filmado em quatro continentes, Wally Pfister faz um belo trabalho de fotografia, ajudado pelo trabalho de direcão de arte. E, Hans Zimmer adciona uma interessante trilha sonora. Ah, a cancao de Edith Piaf “Non, rien regrette je rien” é usada como ponto da narrativa( configura como uma brincadeira agradável, ja que Cotillard viveu a cantora no cinema). Mesmo com tantas qualidades, não achei “Inception” um filme digno de ser revisto para se poder compreender a proposta de Nolan.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Como a casa da mae Joana!


A CASA DE ALICE –

A idéia de família modelo tem sido abordado sempre em crise por filmes independentes, mas sempre achei que o cinema brasileiro ficou mais focado ao fator favela (e violência causada pela opressão social) ou a seca e pobreza no nordeste(como se região fosse restrita a isso!). Acho que último filme brasileiro que amei que trazia a familia como pano de fundo foi “ Lavoura Arcaica”- que é um dos melhores filmes feito nos anos 2000!.

Em DVD, tive a chance de assistir a "Casa de Alice", que me apresentou uma interessante e triste leitura da família suburbana brasileira. Vi o filme de Chico Teixeira como vendo a família alheia, mas sempre tendo a certeza que ela poderia ser a minha familia, ou de muitas pessoas que conheci na vida( não apenas no Brasil!).

Alice (Carla Ribas, que atriz incrível! Não um rosto conhecido, mas espero vê-la mais vezes no cinema!) faz uma manicure, mãe de três filhos, e tentando de um certo modo salvar o casamento. A vida de Alice é dividida entre o papo com as colegas do trabalho e com as clientes, e, em casa com a mãe. Vivendo uma vida cheia de frustração e sonhos, Alice vive de mentiras para evitar ser ridicularizada. Ela cobiça o homem alheio- o da vez era um antigo namorado, que e se deu bem na vida (e, que parece estar afim de lhe propor um vida melhor) mas Alice parece que não quer perder o homem de casa. O que mais me encantou com a vida de Alice foi o fato de ser uma roleta russa, a qual quaisquer um de nós somos sujeitos a passar.
Em sua busca por sua felicidade, Alice não quer ver o declínio da sua propria família. E, o mais interessente no filme e que tudo é visto pelos olhos da matriarca da família, a avó interpretada por Berta Zemel. Na verdade, é das visões e descobertas da avó que ficamos a saber dos atos dos membros da familia: o marido infiel de Alice, que está tendo um caso com uma jovem, que se passa como amiga confidente de Alice; o neto mais velho, que parece um modelo do pai, mas que tem uma vida dupla, trabalhando como michê, e que só parece gostar do irmão mais novo (incesto?), e o neto do meio, que comete pequenos delitos.

Achei que Teixeira abriu diversas tramas até interessantes no seu filme, mas não explora as mesmas, ficando uma visão vaga na conclusão do filme. Do mesmo modo, “ a Casa de Alice” é um filme de qualidade (grande pedaço disso pertence a Carla Ribas!). Pena que filmes como este não teve chances nos cinemas, principalmente aqui nos Estados Unidos, onde é cada vez mais raro um filme estrangeiro ser visto. Saiu direto em DVD(pelo menos isso!). Contudo, fiquei muito feliz em descobrir essa obra. Ah, nada contra os filmes sobre favela e pobreza no Nordeste, mas o cinema do Brasil pode ilustrar coisas mais interessantes como eu vi esse filme do Teixeira.


Recemendo a todos!!!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Que filme é esse?


Avatar

Dirigido por James Cameron. Elenco: Sam Worthington, Sigourney Weaver, Zoe Saldana, Stephen Lang

PARA QUEM? adolescentes, e quem ama a tecnologia 3D.

Esperança:

Não tinha lido nada sobre o enredo, e fui ao cinema na pre-extreia. Acho que minha "esperança" de assistir um grande filme morreu nos primeiros 30 minutos de projeção!.

Elenco:

Sam Worthington: Bom até pelo fato que não o conheco muito bem, mas é mais agradavel de ve-lo como avatar. No geral, o ator ganhou uns dialogues dificeis de ser digeridos, e a sua atuação é bem fraca, mas uma presença bonita na tela! Nota: 4

Sigourney Weaver : Bom reve-la na tela, mas a sua personagem é mal desenvolvida. A falta de veracidade da atuação de Weaver da impressão que qualquer atriz faria o personagem da cientista, e quem sabe faria melhor?. Não sei por que razão talvez por ser um rosto familiar, a Avatar de Weaver possue uma aparencia a la atriz e soa bizarro! Nota: 2


Zoe Saldana: Não conhece essa atriz e a unica presenca dela na tela é como a adoravel macaca azul de olhos dourados. Do nada, ela aprender a falar Ingles, e me deixou a pergunta: “porque razão criar uma lingua para os nativos de pandora? Nota: 5


Stephen Lang : O vilão mais ridiculo do cinema do ano!!! E,é dificil de engoli-lo ja na sua primeira cena. Nota: 0


Michelle Rodriguez : Como uma politico mais para JOão do que para MARIA. Ridicula!. Nota: 0


Dialogues:

Não se tem um dialogue digno de ser ouvido durante o filme inteiro, e para piorar o casal de Na'vi trocando a frase: "I see you", em vez de “I love you” para se dar mais originalidade aos dialogos, me deu vontande de vomitar! Nota: 0

Imagem:

Todas as imagens de PENDORA - do mundo dos Na'vi-, são gloriosas, mas se era de esperar pelo fato do alto custo da produção. Não chega a ser igual ao mundo do "Senhor dos Aneis", mas é a la "Jurassic Park. " Nota: 7

Som:

Nada de original tambem. Mas uma vez, me fez lembrar de som de "Jurassic Park." E, não acho isso algo para se elogiar. Nota: 6

Comentario geral:

Para concluir: não vi nada de revolucionario em Avatar. Os efeitos são fantásticos (tecnicamente é impecável), mas, confesso que em alguns momentos a iluminação eh um pouco colorida demais e me incomodou, mas visualmente têm momentos belíssimos. Já o roteiro eh mediocre de criatividade- faz um mistura de MATRIX, DANCES WITH WOLVES, APOCALIPTO, e BRAVEHEART. Sim, se tem no filme a culpa ecológica, o desencanto com o imperialismo armado, o rescaldo da guerra ao terror e da ocupação, mas mesmo assim, não me pareceu digno do meu tempo. Muitas vez, não aguentei e tirei um cochilo, e fiquei todo tempo balancando as pernas numa demostração da minha falta de paciencia. Sim, creio que não existe estória que não tenha sido contada. No caso, de Avatar, Cameron tentou dar uma dimensão ha um contexto que importa para este momento, este geração, mas para mim, Avatar não passar de um filme muito ruim!

A trilha sonora: Escutei a trilha 5 dias antes de assistir ao filme. E, é uma trilha grandiosa como os trabalhos bons do James Horner, mas nem por isso é tão original assim! Obvia, no excesso de vozes, e no estilo a la Titanic e Senhor dos Aneis. Para piorar, a cançao "I see you" cantada por Liona Lewis é uma copia e uma tentativa de emplacar Oscar a la Titanic como foi para Celine Dion!

XX -