domingo, 21 de dezembro de 2008

O casamento mais multicultural do cinema



Directed by
Jonathan Demme
Produced by
Neda ArmianMarc E. Platt
Written by
Jenny Lumet
Starring
Anne Hathaway,Rosemarie DeWitt,Bill Irwin,Anna Deavere, SmithTunde, Adebimpe ,Debra Winger
Music by
Zafer Tawil
Cinematography
Declan Quinn
Editing by
Tim Squyres



Drama familiar independente e naturalista dah um guinada na carreira de Demme, depois de passar por um periodo refilmando filmes bons do passado. "Rachel getting married” nao tem nada de original. O enredo faz muito lembrar o drama de Redford (Gente como a gente) mas tecnicamente eh parecido mais com filmes de Lars Van Tier e de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne.
Tambem o filme faz lembra o drama "Margot at the Wedding,"que marcou mais um fracasso na carreira de Nicole Kidman, mas que no caso aqui, celebra Hathaway como uma grande atriz.
Hathaway demonstra veracidade no papel de uma garota complicada que sai de um clinica de recuperacao contra drogas e alcool para ir ao casamento da irma, Rachel( DeWitt, agradavel atriz). Mal chega, e ja dah uma “rapidinha” com o primeiro cara que encontra. Depois entra num conflito com a melhor amiga da irma, e depois com a propria Rachel. Kim, personagem de Hathaway eh realmente interessante. A atriz parece distante( algo em torno 180 graus) de sua persona, como vista em filmes como “the Devil wears Prada” e "Princess Diaries."
Do meu ponto de vista, o personagem Kim eh mais interessante do que a atuacao de Hathaway. Nao que eu a ache uma mah atriz. Sempre achei Hathaway muito competente, mas nao vi a atuacao dela como algo tao imenso que a coloca como favorita ao Oscar como melhor atriz.
Anos de raiva e sentimentos amargos entre a familia, especialmente nutrido pela mae de Kim (Winger numa atuacao linda mas bastante breve), em relacao a tragedia que aconteceu anos antes. Isto afeta a relacao entre as irmas com o pai(Bill Irwin, num papel complexo e sutil, e no meu ponto de vista, ele oferece a melhor atuacao do filme, mas por nao ter um nome, ele dificilmente serah lembrado no Oscar).
Ponto forte:
A edicao eh muito boa, mas a musica eh realmente a alma do filme. Muitos solos de varios instruments dao o clima do casamento- toda a musica eh usada de forma natural, fazendo parte da cena. Tambem, Demme apresenta o casamento mais multicultural da historia do cinema, e com convidados( musica e comida) com cada cultura e nacionalidade imaginaveis. De quebra, os personagens caem no samba. Eh o ponto realmente original do roteiro da filha de Sidney Lumet.
Bom filme, mas para poucos!
XXX.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Dormi assistindo a 'melhor adaptação de quadrinhos para o cinema"



Título original : Batman - The Dark Knight (EUA, 2008)Diretor: Christopher NolanElenco: Christian Bale, Heath Ledger, Maggie Gyllenhaal, Michael Caine, Morgan Freeman, Aaron Eckhart, Gary Oldman, Monique Curran, Cillian Murphy, Eric Roberts, Anthony Michael Hall.


Sou fan dos filmes do Batman, mas o mais recente " O Cavaleiro das Trevas" ultrapassou minhas expectativas. O filme eh longo demais(2 horas e meia), cheio de dialogos ridiculos, roteiro com buracos, e cenas desnecessarias.


Acho o Christian Bale um grande ator, mas a sua voz a 'lah Clint Eastwood" me deu vontade de vomitar. Nao aguentei a tom da voz dele como o Batman.


Um erro colocar Maggie Gyllenhaal( boa atriz, mas feia com forca) como a mocinha do filme. Quem vai querer salvar a vida de uma mulher feia? A presenca dela nem fede e nem cheira. Nao faz sentido e nem convence a mudança brusca de comportamento do personagem de Aaron Eckhart por causa dela.


Qual a razao de ter atores incriveis como Gary Oldman e Michael Caine, se eles nao tem chance de brilhar? Vamos lah, Morgan Freeman continua sendo Morgan Freeman, e por tanto nao vale comentarios.


Brilhante presenca de Eckhart, belo e muito bom ator, e Heath Ledger, que sempre achei que fosse um ator incrivel, e que rouba todas as cenas do filme. Realmente, a atuacao dele eh magistral. Merece sim o Oscar, nao apenas como uma homenagem, mas por merito tambem.


Dormi muito, e tive que rever o filme em DVD. Embora tecnamente brilhante, principamente a trilha sonora e maquiaguem, mas ruim como Indiana Jones 4. PONTO



sábado, 13 de dezembro de 2008

"Eu fingo estar ocupado"


The Visitor
COM:

Richard Jenkins, Tarek Haaz , SleimanZainab, Danai Gurira, Mouna Hiam . AbbassGroundswell


Escrito & Dirigido por Tom McCarthy.



" The visitor" eh um filme maravilhoso, triste, e sem um comfortavel final feliz. Nao vou descrever o que acontece, porque o ponto serio da ficcao eh mostrar que as pessoas mudam, e como elas mudam no filme. Esse eh sem duvida a beleza do filme de McCarthy. Muitas coisas nao sao mostradas, e nem ditas no filme- talvez nao se torne facil para algumas pessoas intenderem.
Richard Jenkins (Walter) vive um professor. Viuvo e ja de meia idade, ele se mostra fechado diante de qualquer emocao. Tem ensianado a mesma classe por anos e nao dar a minima por ela. Numa cena, friamente rejeita um trabalho atrasado de um aluno, sem nem mesmo dar importancia aos problemas pessoais, que o aluno tenta explicar. E, faz a sua professora de piano se "tocar" que ele nao a quer mais.
Walter eh forcado a viajar a Nova York para apresentar um trabalho que ele co-escreveu. Dono de um apartamente em Manhattan. Ao entrar, encontra uma garota negra nua na sua banheira. Ela vive com o seu namorado no apartamento de Walter. Tudo inesperado e louco como na vida real. O casal foram enganados ao alugar o local sem autorizacao de Walter. Tarek (o charmoso Haaz Sleiman), eh Sirio, & Zainab (a linda Danai Gurira), eh sua namorada Senegales. Sem lugar para onde morar, Walter os surpreende ao deixa-los ficar, no apartmento.

Tarek eh um imigrante ilegal, e termina detido pela policia. Walter tenta ajuda-lo, mas ele compreende que o sistema de imigracao americana depois do 11/09 nao olha os imigrantes como individuo. A prisao de Tarek resulta na vinda da sua mae, que mora em Michican, a qual fica morando com Walter, ateh Tarek ser deportado. Esse periodo um inesperado relacionamento acontece entre eles. O relacao que tres personagens nutrem que torno o filme tao humano.
Ponto alto: Chorei com a cena quando Walter tenta convencer a mae (Hiam Abbass- boa atriz) a ficar nos Estados Unidos. Na cena, fica claro que Walter eh um ser humano desconectado com sua vida e sua realidade. Ele diz para ela: "I haven't done any real work in a very long time, I pretend to look busy." ( "nao tenho feito nada de verdade hah muito tempo, eu fingo estar ocupado")
Digno: Richard Jenkins eh provavelmente mais conhecido pelo pai morto da serie " Setes Palmos." Esse eh o seu primeiro filme como protagonista, mas ele pode ser visto num papel menor no filme "Burn After Reading", dos irmoes Coens. Assim como "Frozen River" deu a chance de Melissa Leo brilhar, "the visitor" dah a Jenkins. A abilidade dele de desaparecer dentro do personagem, que faz sua atuacao tao extraordinaria. Ele faz Walter um homem digno, quieto e introspectivo. Eh a atuacao mais bela no meu ponto de vista. Merece o Oscar, assim como Leo.


XXX




No quintal de minha casa, eu vejo o Rio Conneticut, eu sinto o frio, eu vivo o frio.

A visao me enconta, e me transforma. A solidao parah dianta da sensacao de estar soh, mas nao infeliz.

O inverno tao incrivel, tao esperado, tao rejeitado desperta a crianca que hah em mim, a qual soh quer brincar e brincar.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Que Frio da Gota....


FROZEN RIVER



Escrito & dirigido por Courtney Hunt; fotografia, Reed Morano; editado por Kate Williams; musica de Peter Golub & Shahad Ismaily. Duracao: 1 hour 37 minutes.


Com: Melissa Leo (Ray), Misty Upham (Lila), Charlie McDermott (T. J.), James Reilly (Ricky), Mark Boone Junior (Jacque Bruno), Michael O’Keefe (Trooper Finnerty), Jay Klaitz (Guy Versailles) , Bernie Littlewolf (John Canoe), Dylan Carusona (Jimmy) and Michael Sky (Billy Three Rivers).


As vezes duas personagens parecem se dah tao certo, que nao precisam de dialagos para justificar as suas acoes. Como Jodie Foster & A. Hopking em “O Silencio dos Inocentes”, ou de “Telma & Louise”- apenas para mentionar uns poucos. Isso acontece entre Melissa Leo and Misty Upham em “Frozen River.” Elas interpretam duas maes que vivem sem apoio de uma presenca masculina. Num mundo vazio e frio em seus respectivos trailers na fronteira entre os Estados Unidos e Quebec, no Canada.


O ponto alto do filme: me encantei pela personagem de Leo (Ray Eddy). Ray eh uma heroina na sua propria luta como mae. Ela se nega a aceitar a idea do seu filho de 15 anos T.J (atuacao muito boa de Charlie McDermott) em abandonar a escola, e ir trabalhar para ajudar nas despesas de casa. Ela implora ao seu chefe para lhe dar mais horas de trabalho- ou se tornar fixa. Por acidente transporta Chineses ilegais do Canada ao Estados Unidas. Ao se ver em despero, resolve entrar de corpo e alma no negocio ilegal. Ela mesmo acha a acao um crime, mas ao passo que decide fazer parte, quer ser bem paga. Ray precisa de Lila (Upham) porque ela precisa de dinheiro para pagar o seu trailer. Lila precisa de Ray porque ela eh branca, e a policia da fronteira nao vai para-la. Racismo eh um fato da vida. A nacao norte americana tem dupla posicao sobre Indios e brancos; um motorista branco- no casa aqui, Ray-, eh raramente parada e questionada ao fazer um trajeto Canada e Estados Unidos, do que uma india- no caso, Lila. Na verdade, Lila nao tem segredos, ela odeia brancos. Ray tambem tem seu problemas etnicos. Ao transportar Paquistaneses demostra-se assustada ao pensar que eles sejam terroristas. Alem disse Ray nao demonstra nenhum sentimento particular pela pessoas ilegais que carrega no seu carro.

O melhor coisa do filme: Melissa Leo nao eh nome forte em Hollywood. Eh uma mulher interessante, mas nao tem o glaumor de uma Angelina Jolie, e nem a carinha flagil da Anne Hathaway. Eh mais conhecida por seus personagens relevantes em filmes como: “21Gramas”, onde vivia a esposa de Benicio Del Toro. E, por “Melquiadas Estrada” com o Tommy Lee Jones. Porem, em “Frozen River”, Leo eh a alma, e o que enriquece o filme. Ela eh tao boa que faz a fragil atriz Upham parece mais humana ao seu lado. O filme eh sobre imigracao ilegal e contrabando, mas tambem eh sobre substituicao de valores. Gostei muito, e espero que Leo seja lembrada no Oscar pela mais natural atuacao do ano, no meu ponte de vista. Uma criacao mais crua de um personagem tao real. Merece o Oscar!
A trilha sonora faz lembrar o trabalho de Santollala. Um som de um violao acustico, que baixa a temperatura do filme. Muito ecomonica e apropriada.

O ponto baixo: Eh um filme pequeno- nao que isso seja um defeito-, mas no momento das premiacoes, "Frozen River" nao seja graciado por suas qualidades.

XXXX.